cinzasdepoeta
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A verdade é que eu estou com medo. Medo de que descubram quem realmente sou. Medo de que tenham medo de mim.
Para o inferno, o inferno com o equilíbrio! Eu quebro os óculos, eu quero queimar, mesmo se eu me quebrar, me queimar. Eu quero viver só para o êxtase. Nada mais me afeta. Pequenas doses, amores moderados, todas as meias-máscaras, deixam-me fria. Eu gosto de extravagância, calor. Cartas que dão trabalho para o carteiro volta para levar, livros que transbordam de suas capas, a sexualidade que explode o termômetro! Eu sou neurótica, perversa, destrutiva, ardente, perigoso - lava inflamável, sem restrições. Sempre me sentirei presa neste corpo como um animal selvagem que está a fugir do cativeiro.
— Anaïs Nin  (via palavrioso)